Oficina de escuta musical 1

De Seikilos ao Barroco

Duração: três sessões de 1,5 horas cada, ao sábado

Data de início: 7 de março de 2026

Horário e calendário: 7, 14 e 21 de março de 2026 (sábados),
das 11h00 às 12h30

Local: Conservatório de Música de Coimbra

Limite de inscrições: 30 pessoas

A inscrição pode ser feita até 6 de março num formulário ao fundo desta página

A Oficina de Escuta Musical I propõe um percurso histórico e auditivo pela música ocidental, desde o Epitáfio de Seikilos, o mais antigo registo musical completo conhecido, até ao apogeu formal do Barroco. Através da escuta orientada e da contextualização histórica, os participantes são convidados a compreender como a música evoluiu em estreita relação com os meios de fixação sonora, a prática litúrgica, o desenvolvimento da escrita musical e a transformação das formas e linguagens musicais.

Esta oficina destina-se a um público amplo, com ou sem formação musical, privilegiando uma abordagem acessível, reflexiva e sensível à escuta, promovendo a compreensão da música como fenómeno histórico, cultural e artístico.

A oficina inicia-se com a Antiguidade Grega, sublinhando a escassez de registos musicais entre esse período e a Idade Média, consequência direta da ausência de suportes eficazes de fixação. Analisa-se o papel fundamental de Guido de Arezzo no surgimento da notação musical, bem como o Canto Gregoriano, tradicionalmente associado a Gregório Magno, enquanto expressão central da monodia medieval e da música litúrgica.

Num segundo momento, explora-se o início da sobreposição sonora e a progressiva superação da monodia através do organum, nas suas formas paralela e melismática. A escuta incide sobre obras e práticas associadas a Léonin e Pérotin, figuras-chave da Escola de Notre-Dame, bem como a Philippe de Vitry, evidenciando a crescente complexidade rítmica e polifónica. Esta etapa conduz à transição da música medieval para o Renascimento, com destaque para o motete e para o surgimento da música instrumental autónoma, já não dependente da simples dobragem das vozes.

A última parte da oficina é dedicada à música barroca, com enfoque nos principais centros europeus — Itália, Alemanha e França. Analisa-se a recuperação e estilização das danças populares, o desenvolvimento da música religiosa e a afirmação da música instrumental. Através da escuta de exemplos representativos, aborda-se o apogeu das formas musicais barrocas, como a cantata, a sonata, a fuga e a invenção, evidenciando o equilíbrio entre expressividade, estrutura e retórica musical.

Hugo Brito é doutorado em Educação Musical pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho é, atualmente, membro do Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho e professor na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu e na Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra.

A sua formação tem início no Conservatório de Música de Águeda pela mão de Ana Serrano e Raquel Costa, tendo posteriormente estudado na Escola Profissional Artística do Vale do Ave com José Tavares e na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo com Radu Ungureanu.

Durante o seu percurso trabalhou com os professores Yuri Nasushkin, Marina Kouzina-Koiffman, Aníbal Lima, Daniel Rowland, Alexei Michlin, Boris Kuniev, Roman Nodel, René Kubelik e, no âmbito do Ciaccona International Music Course (Londres), teve a oportunidade de trabalhar com Iwona Boesche, Bela Katona, Arun Menon, Dona Lee Croft e Cynthia Fleming.

Gravou em 2021 o álbum “Tangente”, editado pela Galileo Music, com o grupo de câmara “QuinteTango”, integralmente dedicado à obra de Astor Piazzolla, tendo obtido vários elogios da imprensa.

Colaborou com grande parte dos agrupamentos orquestrais nacionais e participou em vários espetáculos realizando música de cena para teatro.

Inscrição

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