
Duração: 4 sessões de 1,5 horas cada + Visita de estudo
Data de início: 22 de setembro de 2026
Horário e calendário: 22 e 29 de setembro de 2026; 6 e 13 de outubro de 2026. Das 18h00 às 19h30.
Local: a definir
Limite de inscrições: As inscrições são aceites por ordem de chegada até um limite pré-definido de acordo com as condições de lecionação.
Visita no dia 20 de outubro ao castelo de Pombal e ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (São Jorge), com partida às 8h45 e regresso até às 19h30. Número máximo de participantes na visita: 40 pessoas.
A inscrição pode ser feita até ao dia 21 de setembro no formulário no fundo desta página.
O curso
Este curso é uma viagem pela história medieval portuguesa (que ocupa cerca de quatro séculos e corresponde a perto de 45% de toda a História de Portugal). O objetivo é apresentar de forma didática as suas quatro grandes etapas. Primeiro, a fundação e a definição do território. Em segundo lugar, a construção do Estado. Num terceiro momento, a turbulência e crise da segunda metade do século XIV. Por fim, a renovação joanina e a abertura ao(s) oceano(s).
Programa
SESSÃO 1 (22 de setembro): «A fundação do reino: do Condado Portucalense à conquista de Faro (1096-1249)». Aqui, tentar-se-á responder a diversas questões: Foi a ameaça muçulmana que fez nascer Portugal? Qual o papel de D. Afonso Henriques neste processo? Qual o verdadeiro significado de acontecimentos como as Batalhas de São Mamede e de Ourique, a Conferência de Zamora ou a Bula Manifestis Probatum? Quando terminou a Reconquista portuguesa e qual o papel da Ordens Militares?
SESSÃO 2 (29 de setembro): «A construção do Estado, entre 1249 e 1357». Nesta sessão, o objetivo é seguir o rasto de três monarcas (pai, filho e neto) que, fundado o reino, o tornaram viável a todos os níveis (político, administrativo, jurídico, económico e militar): D. Afonso III (o rei improvável que veio de França); D. Dinis (um rei genial, de pulso firme e ideias claras); e D. Afonso IV (o homem que, inesperadamente, completou a obra dos anteriores, numa conjuntura de crise europeia).
SESSÃO 3 (6 de outubro): «Crise, guerra e diplomacia – de D. Pedro I à Crise Sucessória (1357-1385)». Nesta sessão analisar-se-ão as origens remotas da Crise Nacional de 1383-1385 (incluindo a história de Inês de Castro) e responder-se-á a várias questões: A que se deveram as «guerras fernandinas» e qual o papel da rainha D. Leonor Teles e do conde Andeiro? Por que razão todos assinaram o Tratado de Salvaterra de Magos mas ninguém o quis cumprir? Como chegou ao trono o Mestre de Avis–D. João I e qual o contributo das Cortes de Coimbra, de Aljubarrota e de Nuno Álvares Pereira nesta matéria?
SESSÃO 4 (13 de outubro): «A refundação joanina e o mar como saída – de D. João I à ascensão de D. João II (1385-1481)». Nesta sessão dedicada ao último século medieval português, os temas prioritários serão: A mudança de dinastia como ponto de viragem na estratégia política nacional. As motivações da conquista de Ceuta (1415). D. Duarte (1433-1438) – um rei apagado ou o construtor da «Ínclita Geração»? O papel de Regente D. Pedro (1439-1448) na refundação do reino. D. Afonso V (1448-1481) intérprete de um futuro cheio de passado. A transmissão de testemunho (em 1481) ao príncipe D. João, arauto do novo destino português.
SESSÃO 5 (20 de outubro): Visita guiada ao castelo de Pombal e ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. Pombal é um castelo românico construído a partir de 1156 pelos Templários, ao tempo do seu Mestre mais célebre: Frei Gualdim Pais. Apresenta diversas inovações relevantes (torre de menagem, torreões adossados, alambor, barbacã) e encontra-se em bom estado de conservação. No CIBA de São-Jorge-Aljubarrota será possível visitar o Museu, visionar dois filmes (um sobre a Batalha de Aljubarrota e o outro, bastante recente, sobre D. Nuno Álvares Pereira) e (se a meteorologia o permitir) visitar um pouco do campo de batalha. Além de almoçar no local e conhecer a Loja.
DOCENTE: João Gouveia Monteiro

Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde, entre 1982 e 2025, se dedicou à história da Idade Média, à história militar antiga e medieval (área de doutoramento) e à história das religiões. Fundou e presidiu à Associação Ibérica de História Militar (séculos IV-XVI). Em 2020 criou a Academia para o Encontro de Culturas e de Religiões (APECER-UC), de que é o Diretor.
Foi Diretor do Instituto de História e Teoria das Ideias e Vice-Presidente do Conselho Científico da FLUC. Integrou a equipa reitoral do Prof. Fernando Seabra Santos entre 2003 e 2007, como Pró-Reitor para a Cultura. Dirigiu a Imprensa da UC de 2009 a 2011. Foi Diretor da Biblioteca Geral da UC entre 2019 e 2023. É o atual Vice-Presidente da Liga dos Amigos da BGUC, onde coordena o Clube de Leitura.
